Supermercado com fones de ouvido
Um gata que não entre no cio
Uma gata que goste de cafuné mesmo quando não entre no cio
Ler mais, de preferência livros de uruguaios amigos de Cortázar.
Um sofá
Mudar pra cidade grande
Mas eu deixo todos esses pra depois em troca de ver ela sorrir.
wishlist
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Diz o banco que o meu salário dobrou esse mês. Exatamente o dobro.
Em bem preferia um mundo assim. Em que essa multiplicação fosse um presente da casamento do sr. governador do estado e não um erro de recursos humanos.
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Dupla
O novo “pet hate” é gente que teima dirigir bem rápido em rua secundária, daquelas bem residenciais, de preferência quando estão logo atrás de mim, bem naquela hora de estacionar.
E o novo vício é voltar a ouvir Drugstore.
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08/09
Em 2008 aprendi que sou melhor morena do que loira. E em 2009 é isso exatamente que eu quero, continuar de cabelo castanho, mas agora na versão casada.
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Exausta mas de um tanto que cheguei naquela fase, sabe? Naquela de tentar telefonar usando o controle remoto da televisão. E melhor, de demorar um bom tempo até perceber isso.
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F*udeu. Fiquei completamente apaixonada por suco de cranberries. E daquele tipo de vício em que você fica pensando que podia bem chegar até os oitenta anos de idade só bebendo isso. Mas daí a conta não fecha, né? Se você pensar que a pessoa deve tomar uns dois litros de líquido por dia e que cada suco custa só quase nove dinheiros.
E não foi só uma compra por curiosidade. Foi também culpa da caixinha. Isso porque ela faz uma decoração tão, mas tão boa dentro da geladeira.
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Post repetido
A minha professora de ballet sempre repetia uma frase, que era mais o menos o seguinte, você não pode elogiar a bailarina que ela cai. E cai mesmo, no estilo das modelos do último desfile da Prada, daqueles tombos que a pessoa até quica no chão praticamente. No meu caso, a frase vale também pra vida, pelo menos pra minha, porque não dá pra sair elogiando não, não mesmo, porque o tombo sempre chega grande depois. Ah, e chega rápido também.
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Relido. E a sensação é exatamente a mesma de não sei mais quanto tempo atrás, de que existem alguns parágrafos, ó, que poderiam estar na parede da sala de casa. Mas só alguns. Bem poucos. E depois daqui, o livro dos suicidas, nem isso.
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contas
Querido diário em 2008, até agora, e não necessariamente nessa ordem:
Eu pendurei os primeiros quadros na parede. Aprendi a dividir o apartamento com uma gata, ou estou tentando. Escolhi um tapete azul para a sala. Me desapeguei de riscos nas cadeiras e de furos na cortina, por obra e graça da gata. Não consegui falar não na hora de sair de um dos empregos então o emprego continua. Voltei pra academia e voltei a faltar na academia. Me comportei em viagem de família. Fiquei doente e fui sozinha pro médico e descobri que isso não é o fim do mundo. Resolvi assumir que eu só sei fazer pesquisa com gente que estudou fora da minha área porque assim é mais divertido. Me apaixonei por um livro do Cortázar. Não me apaixonei por nenhuma música nova. Descobri que é possível que o coração, depois de partido em 3567 pedaços, pode voltar a ficar inteiro pela mesma pessoa. Tive vontade de voltar pro trabalho antigo e depois passou. Deixei de ser loira e gostei. Acordei de madrugada sentindo falta dela na cama e levantei feito criança pra pedir colo. Terminei de assisitr Sopranos e pensei que ia morrer. Voltei a jogar the sims por culpa dela. Passei aniversário e o melhor mês de todos com ela. Mas só vai ser o melhor mês até o final do ano, porque em 2009 vai ter casamento e vai ser o meu.
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